

Na sexta feira passada, visitei o Colégio Santo Ivo, Parabéns Santo Ivo!


Na sexta feira passada, visitei o Colégio Santo Ivo,
Olha aí a grande surpresa do Natal! Falta menos de um mês para chegar as livrarias o mais novo livro do escritor Fábio Sombra: A Caravana do Oriente.Uma história de folia de reis
Fábio Sombra, o premiado autor de A lenda do violeiro invejoso está de volta com mais um livro que resgata a magia do folclore brasileiro em um enredo repleto de poesia e elementos da cultura popular. A Caravana do Oriente é um conto de natal brasileiro, narrado ao som de violas, pandeiros e tambores de folia.

Outra visita inesquecível! No Colégio Poliedro, fui recebido por diversas turmas que leram A Lenda do Violeiro Invejoso. Além da nossa costumeira conversa sobre cordel e viola, pude apreciar uma apresentação musical com versos criados pelos próprios alunos. Em uma exposição mural, pude ver as ilustrações produzidas a partir da minha história e que estavam belíssimas.Depois da apresentação uma outra surpresa me aguardava: montada ao ar livre estava uma gigantesca e deliciosa mesa com bolos, biscoitos, doces, refrigerantes. Um café da manhã para ninguém botar defeito. Um grande abraço para a coordenação da escola, para as professoras, para a turma da biblioteca e para a minha grande amiga e colaboradora Sandra Araújo. No site do colégio podemos ler uma ótima reportagem sobre a nossa visita. O endereço é:
Uma recepção de gala esperava por mim na escola Mundo Feliz! Além do carinho das coordenadoras e professoras, os alunos haviam preparado uma afinadíssima apresentação musical, comandada pelo professor de música (e também violeiro!) Wilmar de Oliveira. São presentes assim que deixam um autor realmente emocionado e orgulhoso de poder contar com tão dedicados parceiros. A escola Mundo Feliz está de parabéns por seu trabalho sério e por criar um ambiente tão acolhedor! O nome da escola diz tudo...
Foi num imenso auditório que fui recepcionado pelos alunos da Escola da Serra, 
Logo ao chegar ao Colégio Chromos, já fui notando um clima de suspense no ar. Risinhos abafados, alunos correndo atarefados de um lado para o outro... Ao entrar na sala, que surpresa! Além de ouvir os versos de calango que os próprios alunos compuseram para mim, pude assistir a uma caprichada representação teatral da peleja do Magrilim com a Jezebel. Tudo caprichadísimo, com direito a figurino e cenários elaborados onde várias duplas violeiro/princesa iam se revezando no palco. Emoção e muita felicidade para o autor. Ao final, um lanche caprichado, autógrafos e muita descontração. Meus sinceros agradecimentos a bibliotecária Karine, a professora Natália, a toda a equipe do colégio e, é claro aos meus talentosos leitores/atores/poetas!
A visita ao Instituto Coração de Jesus me surpreendeu pelo interesse dos alunos. De manhã, o encontro foi no auditório e a tarde, tivemos uma conversa nos jardins do colégio, em um agradável palco sombreado. Cantamos, tocamos e nos divertimos bastante ao cair da tardinha. Fica aqui o meu abração para os alunos, para a professora Natália e para as coordenadoras Áurea e Ana Bizoto.
Adorei conversar com os alunos do Colégio Batista Betesda! Que turminha animada e interessada! Foi um encontro muito bacana. Falamos de cordel, tocamos viola e cantamos juntos alguns trechos da peleja do Magrilim com a Jezebel. Gostaria de parabenizar o trabalho da professora Jane e da professora Roberta. Muito bacana. No dia seguinte a turma iria fazer uma visita a Mariana e a Ouro Preto. Espero que tenham gostado! Abração do Fábio Sombra
Foi inesquecível a minha visita ao colégio Santo Agostinho, P.S. Um detalhe interessante na foto. O colégio possui um tanque azulejado muito parecido com o do Rei Percival. Deu vontade de mergulhar nas águas azuis, mas acabei desistindo: vai que tem algum peixinho dourado por lá... Eu hein...



Demorei um pouco para postar as fotos do evento no Museu de Arte Moderna, dia 10 de maio passado. Um problema com o arquivo das fotos fez com que só agora eu conseguisse substituí-las por outras. Foi muito bacana: teve lançamento do Livro do Magrilim na livraria Piccola Da Vinci do MAM com direito a palestra, apresentação de viola e pipoca para todos. Aqui, algumas fotos do evento.

No dia 30 de Maio, estive em Belo Horizonte para ministrar uma oficina sobre produção de textos em cordel. Junto aos participantes, em sua maioria professores, bibliotecários e pedagogos, discutimos técnicas que estimulem os alunos na criação de seus próprios versos. Foi uma conversa muito produtiva, onde analisamos os conceitos de métrica, rima e sentido. E foi um prazer disponibilizar aos participantes, vários dos exercícios que desenvolvi, utilizando quadrinhas populares e calangos.

Na terça feira passada, estive em São Paulo para uma série de eventos. À noite, na Casa de Livros, aconteceu o lançamento do meu livro A Peleja do Violeiro Magrilim com a Formosa Princesa Jezebel. Foi uma festa muito bacana: teve sessão de autógrafos, contação de histórias e até um pequeno show, onde juntei minha viola às dos meus amigos violeiros Sérgio Penna e Fabíola Mirella. Entre os convidados, estavam os alunos do Colégio Johann Gauss, que, além de já terem lido o meu livro, criaram também toda a decoração da vitrine da livraria, em um projeto muito interessante idealizado pela Casa de Livros.
É sempre uma alegria estar de volta ao Espaço Educação, uma das primeiras escolas no Rio de Janeiro a adotar meus livros. E que, desde então vem fazendo um trabalho fantástico no sentido de despertar o interesse de seus alunos para a literatura de cordel e a poesia popular. Ontem à tarde eu e essa turma que está na foto nos reunimos e passamos um bom tempo conversando, cantando e fazendo versos. Eles, que já conheciam muito bem meu primeiro livro, A Lenda do Violeiro Invejoso, foram apresentados ao novo " A Peleja do Violeiro Magrilim com a Formosa Princesa Jezebel".
Hoje estive no bairro de Santa Teresa, aqui no Rio e não pude deixar de fazer uma das minhas costumeiras visitas ao poeta Gonçalo Ferreira da Silva, presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel. No espaço antes ocupado por uma garagem, Gonçalo expõe e comercializa um acervo de mais de três mil títulos de folhetos de cordel (!) Hoje, finalmente pude apreciar o resultado de nosso primeiro trabalho em parceria: a ilustração que fiz para a capa de seu novo folheto, entitulado: “Virgínio, o juiz do grupo de Lampião”. O livro faz parte de uma série
Com um elegante projeto gráfico de J.Victtor, o livrinho é um primor de métrica e rimas e posso dizer que foi uma grande honra poder ilustrar um trabalho de um poeta desse porte.
Para quem quiser saber mais sobre cordel, vale a pena visitar o site da ABLC – Academia Brasileira de Literatura de Cordel e prestigiar o trabalho que essa instituição vem fazendo para divulgar e preservar essa importante manifestação da cultura popular brasileira. O endereço é: www.ablc.com.br
Deixando São José dos Campos e a feira de livros da escola Esfera, voei para Belo Horizonte para participar do I Seminário Nacional da Viola Caipira, promovida pela Associação Nacional dos Violeiros do Brasil. Em um local muito agradável e arborizado, o SESC de Venda Nova, eu e mais de trezentos violeiros de todo o Brasil passamos três dias envolvidos em palestras, encontros com profissionais da viola, apresentações de mestres da cultura popular e muita, muita música. Após os shows, que terminavam lá pela meia noite, a violeirada se reunia em pequenas rodas e as modas corriam soltas até quase o galo cantar. Foi muito bacana poder participar desse intercâmbio entre violeiros de diversas partes do país, além de discutir os novos rumos que se apresentam para um instrumento tão nobre e rico em tradições. Vejam aqui a foto onde apareço ao lado de dois grandes mestres da viola: de camisa branca, o pesquisador e violeiro Roberto Corrêa; ao centro, o mestre Badia Medeiros, sabedor de toques antigos e uma vastíssima cultura aprendida e curtida na vivência de um verdadeiro homem do sertão.
Na sexta-feira passada estive de volta à uma escola que trago guardada no fundo do meu coração: a Escola Esfera de São José dos Campos. Lá passei uma manhã animada, conversando com meus leitores e apresentando-lhes o meu novo livro “A peleja do violeiro Magrilim com a formosa princesa Jezebel”. Na mesma data, tivemos a abertura da feira de livros do colégio. Mais uma vez, fui recebido com muito carinho e atenção e agradeço a todos os alunos, professores e coordenadores pela oportunidade de visitá-los e trocar idéias sobre os livros, a viola e a literatura de cordel. Abração procês!
Sábado de Aleluia. São João del Rei, Minas Gerais. No largo em frente à igreja de São Francisco de Assis - obra prima do mestre Aleijadinho - um grande público se reuniu para assistir ao show do violeiro Chico Lobo e seus convidados. No momento em que subi ao palco a lua cheia surgiu por trás das palmeiras centenárias e iluminou a praça. Foi um momento mágico! Junto com o Chico, meu amigão e parceiro, dividi também o palco com os tambores poderosos de Carlinhos Ferreira e o baixo sempre certeiro de Marco Aur. Ao final do show, uma grande festa, com toques de folias de reis e uma sequencia de animados rastapés. O show contou também com uma apresentação do excelente violeiro Fernando Sodré e de Aldo Lobo, pai do Chico e seresteiro de vozeirão encorpado. Bão demais, sô! (Clique na foto para vê-la ampliada)
O herói da história é um violeiro caipira, magrelinho e mal vestido, mas que surpreende a todos ao participar de um torneio de versos de calango. Para quem estiver curioso e desejar conhecer mais detalhes sobre a história, aqui vai o texto da contracapa:
– Um aquário com três peixinhos muito esquisitos.
– Forasteiros que desaparecem misteriosamente.
– Um curioso torneio de rimas e versos.
Governado pelo cruel Percival, aquele reino guardava um apavorante segredo, até o dia em que um violeiro caipira e magrelinho decide cruzar seus portões. Para desvendar o mistério e conquistar o coração da formosa princesa Jezebel, Magrilim se vê envolvido em uma perigosa disputa. E ai dele se for derrotado, pois um final terrível reserva-se aos perdedores...
Em meio a pelejas de calango e ponteios de violas, Fábio Sombra conta uma história de amor e de bravura, renovando a tradição e resgatando o encanto dos grandes clássicos da literatura de cordel.
Obs: Em breve estarei avisando as datas e os lançamentos,
Maiores informações: www.le.com.br
No início de Dezembro do ano passado, comecei a pintar uma grande tela de 2m x 80cm. Foi o maior quadro que já pintei até hoje! E deu um trabalhão: foram quase dois meses de trabalho e muitos tubos de tinta. A paisagem mostra a cidade de Paraty vista do alto e foi encomendada por um colecionador americano. No instante em que dei a última pincelada eu quase não acreditei e saí correndo para tirar uma foto do artista deitado ao lado do quadrão...
Na semana passada tomei parte em uma fascinante expedição ao sertão de Minas Gerais. Além de realizar pesquisas sobre o rico folclore da região, encontrei-me com uma equipe de filmagem do programa Vou te contar, que será transmitido no ano que vem pelo Canal Futura. É um programa interessantíssimo que mostrará mitos e lendas do folclore brasileiro contadas pelas pessoas simples do povo. Estou fazendo um trabalho de consultoria de conteúdo para o programa e resolvi levar a equipe para conhecer esse pedaço do Brasil que tanto me encantou. É o universo do cerrado brasileiro, o noroeste de Minas que foi tão bem descrito pelo escritor Guimarães Rosa. A seguir, alguns trechos do meu diário de viagem e fotos tiradas na região.





Diário de Viagem: O Caboclo D’água O Caboclo ou Compadre D’água é uma criatura misteriosa que habita os rios Urucuia e São Francisco. Segundo os ribeirinhos e pescadores o caboclo tem forma humanóide, de estatura baixa e possui o corpo coberto por pelos escuros e arrepiados. Não é de muita conversa e costuma se aproximar das canoas dos pescadores para pedir fumo e cachaça. Se não for atendido pode se enfurecer e atacar a canoa, virando-a e arrastando seus ocupantes para o fundo do rio.
Diz a lenda que o Caboclo d´Água habita um castelo no fundo das águas e as pessoas que desaparecem no rio são imediatamente levadas para lá, tornando-se seus serviçais para o resto de suas vidas. Dizem também que o Caboclo é fascinado pelo som de um ponteado de viola caipira. E não foram poucos os violeiros arrastados para o fundo do rio para que tocassem só para ele. Aliás, até hoje na região existem violeiros que evitam se aproximar do rio com seus instrumentos, principalmente em noites de lua cheia.
Em nossa pesquisa, diversos entrevistados, principalmente os de idade mais avançada, afirmam que há trinta, quarenta anos atrás era muito comum avistar um ou mais caboclinhos d’água brincando despreocupados na beirada do rio. O desmatamento e a poluição crescentes das águas tornaram essas cenas raríssimas e isso explica também o desinteresse dos mais jovens pelo tema, tido como “histórias da carochinha” contados por seus pais e avós.
Ao lado podemos ver uma ilustração que desenhei em nanquim em meu caderno de notas. A aparência que criei para esse Caboclo é uma síntese de todos os relatos que ouvi. Credo, imagine topar com um bicho desses em plena margem do rio numa noite de lua cheia?








