segunda-feira, dezembro 13, 2010
domingo, novembro 21, 2010
Trailer do meu novo livro: As dez filhas do seu João - Com imagens do musical de lançamento.
Aí está o trailer do meu novo livro, com imagens gravadas na apresentação de lançamento, no Teatro do Jockey. Vejam que lindas são as ilustrações e as músicas que criamos especialmente para a história. Mais um lançamento da Editora Abacatte.
sexta-feira, novembro 19, 2010
Livro novo! As dez filhas do seu João!


A seguir, confiram que lindas estão as ilustrações:
sábado, novembro 13, 2010
56a Feira do Livro de Porto Alegre -2010
Voltei ontem da Feira do Livro de Porto Alegre. É, sem dúvida a maior do Brasil e é o segundo ano que dela participo. Como sempre, foi uma alegria ver as ruas de Porto Alegre tomadas por leitores e autores. Revi muitos amigos, visitei escolas como a EEF Espírito Santo e a EMEF Porto Alegre e encerrei minha participação no evento com uma apresentação - no grandioso Teatro Sancho Pança - para mais de trezentas crianças. Algumas delas vindas de Alegrete (mais ou menos 500km quilômetros de viagem de ônibus!) e outras cidades gaúchas. Confiram as fotos!
Mais fotos no blog oficial da Feira. Clique [aqui]
Mais fotos no blog oficial da Feira. Clique [aqui]
Mais imagens da Feira do Livro de Porto Alegre
Aqui mais duas imagens da Feira do Livro de Porto Alegre:
Um momento de confraternizaçao com amigos escritores: Fábio Sombra, Anna Claudia Ramos, Rosa Amanda Strauss, Sandra Pina, Luís Antonio Aguiar e Ilan Brenman.
Na segunda foto, cenas que encantam: a mocinha lendo seu livro para uma atenta plateia.
Ô feira que eu gosto de participar!
Um momento de confraternizaçao com amigos escritores: Fábio Sombra, Anna Claudia Ramos, Rosa Amanda Strauss, Sandra Pina, Luís Antonio Aguiar e Ilan Brenman.
Na segunda foto, cenas que encantam: a mocinha lendo seu livro para uma atenta plateia.
Ô feira que eu gosto de participar!
Bienal do Livro de Campos - RJ
Final de ano é sempre assim. Eventos e mais eventos. No dia 06 de Novembro fiz duas apresentações na 6a Bienal do Livro de Campos - RJ.Estive lá no dia 06 de novembro e foi fantástico! Nota dez para a organização e para a curadoria da Suzana Vargas. E foi muito bacana a ideia de se transformar uma praça pública em um espaço para a literatura. Minhas apresentações aconteceram no interior de uma "caverna literária" erguida sobre um lago. No centro do palco, via-se o chafariz da pracinha... Interessantíssimo!
Fotos da Bienal de Campos:
Fábio Sombra e o escritor angolano Ondjaki. Muitos papos sobre as semelhanças e diferenças da nossa língua nos países de Língua Portuguesa.
Abaixo: Suzana Vargas, curadora da Bienal, Fábio Sombra e Ninfa Parreiras.
Fotos da Bienal de Campos:
Fábio Sombra e o escritor angolano Ondjaki. Muitos papos sobre as semelhanças e diferenças da nossa língua nos países de Língua Portuguesa.
segunda-feira, novembro 08, 2010
segunda-feira, outubro 25, 2010
Lindo espetáculo com o violeiro Magrilim no teatro do Jockey
Gente! Assistam a este trechinho de vídeo, filmado durante a apresentação de sábado passado do musical "A peleja do violeiro Magrilim com a formosa princesa Jezebel". A história do meu livro é contada com músicas, desafios de viola e um lindo cenário em forma de tapete.
O espetáculo foi idealizado pelo grupo Costurando Histórias, com direção de Daniela Fossaluza, música e textos de Fábio Sombra e a participação de Denise Goneve, César Augusto e Fábio Sombra.
Olha, e quem não assistiu ainda pode passar por lá no sábado que vem, 30 de outubro!
O espetáculo foi idealizado pelo grupo Costurando Histórias, com direção de Daniela Fossaluza, música e textos de Fábio Sombra e a participação de Denise Goneve, César Augusto e Fábio Sombra.
Olha, e quem não assistiu ainda pode passar por lá no sábado que vem, 30 de outubro!
sexta-feira, outubro 01, 2010
Peça sobre o Violeiro Magrilim em destaque no Rio Show - Jornal O Globo

E vejam a nota em destaque no caderno Rio Show do jornal O Globo! Muito bacana!
Amanhã, na estreia ( e também dia do meu aniversário) estarei lá tocando minha viola junto aos meus amigos do grupo Costurando Histórias. Não percam!
As apresentções acontecerão em todos os sábados do mês de Outubro, sempre as 11:00 da manhã. Cliquem na foto para ampliá-la e ler o texto.
Estreia no sábado!
quarta-feira, setembro 22, 2010
Experiências com fantoches e mamulengos.


Nas fotos, vocês podem ver minha primeira criação. Depois de idealizado e projetado, o boneco foi modelado em papel maché, com apliques de tecido. A pintura foi feita com tintas acrílicas.
Ainda tenho muito o que aprender mas, no mês que vem, estou de partida para Praga na República Tcheca para conhecer oficinas e técnicas sobre os tão famosos bonecos tchecos. O rei é uma figura recorrente no imaginário dos contos de fadas e, naturalmente foi a minha primeira escolha. Mas ainda faltam outros, como a princesa, o príncipe, o dragão, o bobo...
Um universo a ser explorado!
Mamulengo do Rei Malvado em ação - Vídeo.
Assista aqui a um vídeo do boneco do rei malvado interpretando uma cena do livro: A peleja do violeiro Magrilim com a formosa princesa Jezebel:
Experiências com fantoches e mamulengos II - Um ogro verde.
quinta-feira, setembro 09, 2010
Livro do Fábio sombra recomendado pela Revista Ciência Hoje


A revista é publicada pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. É adotada pelo Ministério da Educação e çultura é distribuída para 107 mil escolas, como material de apoio paradidático.
Uma indicação de peso!
terça-feira, setembro 07, 2010
Livro novo! O soldado que assustou a morte.


O soldado que assustou a morte é uma história divertidíssima, onde Ivan, um jovem russo se mete em várias confusões envolvendo ogros, misteriosos viajantes, um saco de estopa encantado e um cálice de cristal que lhe traz um raro poder.
Este é o segundo livro da coleção "Contos de fadas em cordel" da Mundo Mirim e tem um visual muito colorido e caprichado. Eu mesmo o ilustrei e tenho certeza que muito em breve estará fazendo parte do imaginário de meninos e meninas de todo o Brasil.
Ah, sim, e tem mais um detalhe: o livro traz também a história em forma de roteiro de Teatro de Cordel, com instruções e dicas para montarmos uma peça, ou seja, o enredo pode ser encenado em sala de aula ou em casa, com os amigos.
Leia aqui os versos de abertura:
Certa vez, na velha Rússia
Num domingo ensolarado
Pela estrada caminhava
Um rapaz, despreocupado,
Que tinha por nome Ivan
E por profissão soldado.
Eis que, de repente, Ivan,
Numa curva do caminho
Se depara com um mendigo
Malvestido e pobrezinho
A pedir-lhe um pão dormido
E dois dedos do seu vinho...
terça-feira, agosto 17, 2010
Um instrumento que inventei: a Cavacola.


A cavacola possui cinco cordas de aço. As três primeiras, de baixo para cima, são simples e a quarta e quinta cordas formam um par, afinado em oitavas. A afinação é a mesma da viola caipira (Cebolão em ré). De cima para baixo: Ré, Ré (oitavado), Fá#, Lá, Ré. A cavacola se harmoniza muito bem com a viola, já que explora os timbres mais agudos, enquanto a viola geralmente transita mais pelos médios e graves. Tenho usado a cavacola em meus giros de folias de reis e também para tocar no trabalho que estou desenvolvendo com cirandas caiçaras.
Sem falar que o instrumento ficou com um som incrível e com um visual caprichadíssimo. Esta cavacola tem laterais, fundo, escala e cavalete em Jacarandá da Bahia, braço de cedro com reforços em Jacarandá e tampo de pinho sueco. Confiram o som da "marvadinha" em um vídeo que postei no Yoube. Clique em:
http://www.youtube.com/watch?v=x0NW9l6hB9Q
segunda-feira, agosto 16, 2010
Duas violas e uma cavacola - Vídeo
Encontro dos violeiros Fábio Sombra, Sérgio Pennna e Ramon Rozado (da esquerda para a direita) para brincar um pouco com as violas. Aconteceu horas antes do show dos Violeiros Matutos, em Julho de 2010 no Festival de Viola de Piacatuba (Leopoldina - MG). Eles brincam e improvisam sobre o tema instrumental "Esquenta Comadre" de Fábio Sombra.
Sérgio Penna e Ramon Rozado estão tocando violas caipiras e Fábio Sombra um instrumento que ele próprio inventou, a "cavacola" de 5 cordas, com afinação em "cebolão" e construída pelo luthier Roberto Dimathus. Um encontro histórico!
segunda-feira, agosto 09, 2010
Flip Paraty - 2010




Com ele, sua esposa Susan e sua sobrinha Suzi, passeamos por aquelas ruas apinhadas de artistas de todo o Brasil, passeamos de barco, nadamos em cachoeiras e, é claro vivenciamos muita literatura e atividades culturais. A seguir, algumas fotos do festival e das belezas de Paraty.
Fotos:
1. No almoço de abertura da Flip. Fábio Sombra, William Boyd, Susan Boyd e Suzi Wilson.
2. Jantar no Café Margarida, com a fina flor de amigos, autores e editores.
3 e 4: Cenas do cais de Paraty.
Ciranda Caiçara na Flip - Rádio Maluca

Pelo segundo ano consecutivo o programa foi transmitido ao vivo da Tenda da Flipinha durante a Flip. E, como no ano passado, brindou o público com apresentações que valorizam e incentivam a cultura de Paraty.
Este ano, a grande atração musical foi o grupo "Os caiçaras", liderado pelo meu também amigo Leônidas. Eles encantaram o público com a autêntica ciranda caiçara, um ritmo alegre e contagiante. E eu, é claro, não pude deixar de registrar este momento em vídeo. Aproveitem!
Na foto ao alto: Mariano, Fábio Sombra e Zé Zuca, momentos antes do início do programa.
Demais fotos: Os Caiçaras.
terça-feira, agosto 03, 2010
Fantástica Roda de Ciranda! - Vídeo
Vejam que fantástica a roda de ciranda ( com mais de 2.000 pessoas) que reunimos no Festival de Viola e Gastronomia de Piacatuba, em Leopoldina MG. Foi no dia 30 de Julho de 2010.
No palco, o grupo Violeiros Matutos, meus amigões e parceiros musicais. Para a música de encerramento eles me chamaram ao palco e juntos cantamos uma seleção de músicas de ciranda caiçara. O tema que inicia a apresentação é uma antiga canção do folclore caiçara chamada "Maria põe o barco n'água". Dali, emendamos com a nossa música de despedida de ciranda: "Adeus mocinha" (Fábio Sombra e Sérgio Penna). Foi o que bastou para que a platéia formasse uma imensa e animadíssima ciranda à luz do luar. Lindo!!!
Ah, e fica o aviso: já está quase pronto o CD que gravei com os Matutos SÓ COM CIRANDAS CAIÇARAS que compusemos nos últimos dois anos. Em breve faremos o lançamento. Aguardem!
terça-feira, junho 29, 2010
Tocando rabeca na roça...
Aqui estou eu - acompanhado por meu primo Henrique - tocando rabeca no interior de Minas Gerais. Esta rabequinha é a Serafina, minha paixão mais recente. A rabeca Serafina foi construída sob encomenda para mim pelo mestre Nilton Maia, de Justinópolis -MG. O Nilton, aliás, é irmão de outro grande mestre construtor de violas, o Roberto Dimathus. O projeto desta rabeca incorpora uma série de adaptações que discutimos juntos até que chegássemos a este instrumento com som único e muito gostoso de se tocar.
Houve um tempo em que rabecas e violas eram os instrumentos musicais mais importantes no sertão brasileiro. Eram essas duas que animavam os bailes e davam vida aos festejos religiosos, às folias de reis, congados e cirandas. Aos poucos, a rabeca foi sendo substituida pelos acordeons e sanfonas, mais precisos e com maior volume de som. Felizmente, hoje em dia a rabeca está passando por um processo de redescoberta e tem despertado o interesse de estudiosos e pesquisadores. Aliás, vários grupos de música folclórica e de raiz já a estão utilizando e jovens músicos passaram a se interessar pelo instrumento.
Eu mesmo, me apaixonei de vez pela rabeca no final do ano passado, quando visitei, em Alagoas, o mestre Nelson da Rabeca. Comprei um de seus instrumentos e, após um breve início de aprendizado, já compus e gravei em estúdio (com meu amigo Sérgio Penna fazendo as partes de viola) um "toquinho" de rabeca chamado "Esquenta Comadre".
Ao contrário do que muitos dizem, a rabeca NÃO é um violino mal acabado. Ela é uma antecessora, ou mesmo uma "prima" do violino. Foi trazida pelos colonizadores portugueses e aqui no Brasil ganhou diversas formas, afinações e técnicas de construção. Seu timbre é meio fanhoso e rouco, mas de grande beleza. E vocês precisam ver como é boa pra se animar um baile de roça. Eita!
Nota: São estas experiências, adquiridas em minhas viagens e pesquisas de cultura popular, que fornecem os temas e a inspiração para os livros que escrevo. Muitas destas histórias maravilhosas estão escondidas em recantos distantes dos grandes centros e é com um grande orgulho que tentamos trazer todo este universo para as crianças e jovens urbanos...
quinta-feira, junho 17, 2010
Lançamento do livro "João Valente" no Salão da FNLIJ

É fascinante observar como esta história, escrita na Hungria, no século 19, traduzida por mim e adaptada para versos de cordel, consegue manter toda a sua magia e fascínio. É o que costumo dizer:
"Muda-se a forma, mudam-se os tempos, mas uma história, quando é boa de verdade, suplanta todas estas barreiras e se torna eterna. É o que chamamos de "clássico".
quarta-feira, junho 09, 2010
Salão do Livro Infanto-Juvenil FNLIJ 2010



Nas fotos: Confraternização no Leblon com meus editores Alencar e Lourdinha, da Editora Lê, Ângela e Denize da Casa de Livros (SP), Marcelo Xavier, Anna Rennhack e amigos editores de Minas.
Abaixo: Alencar, Lourdinha, Tiago de Melo Andrade e Fábio Sombra no Salão do Livro.
sexta-feira, maio 28, 2010
Bienal do Livro de Minas


Acabo de voltar da Bienal do Livro de Minas, onde participei de vários eventos. O primeiro deles foi o III Encontro do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas Municipais de Minas Gerais. O evento aconteceu dentro da programação da Bienal do Livro de Minas Gerais e reuniu secretários municipais de educação e cultura, bibliotecários e agentes culturais para discutir, entre outros temas relativos à democratização do acesso à leitura, a formulação de planos municipais de livro e leitura.
Junto comigo,participaram do encontro: Bartolomeu Campos de Queirós, Marina Colasanti, Nilma Lacerda, Leo Cunha, Dagmar Braga e a Secretária-geral da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), Elizabeth Serra.
LANÇAMENTO DO MEU LIVRO "JOAO VALENTE"
Lançado em plena Bienal, João Valente, um herói húngaro, já iniciou sua trajetória em terras brasileiras através de uma leitura que fiz no auditório da Bienal em uma apresentação cujo tema eram os "pares amorosos na literatura universal"
Em resumo, a Bienal de Minas mostrou que está maior e melhor a cada edição. Gostaria muito de agradecer as minhas editoras, Lê e Abacatte, bem como a Fabíola Farias da Biblioteca Pública de BH, pelo empenho e pelo carinho com que me receberam na capital mineira.
FOTOS: No alto: Leo Cunha e Fábio Sombra participam da mesa que discutiu a poesia e o cordel na literatura infanto-juvenil.
Logo abaixo: Bibliotecárias, secretários municipais de educação e cultura e agentes culturais marcam presença nas mesas e debates da Bienal de Minas.
segunda-feira, maio 24, 2010
(Vídeo) Fábio Sombra entrevistado pelo violeiro Chico Lobo
Vejam que bacana ficou a entrevista que o violeiro Chico Lobo fez comigo em seu programa Viola Brasil que foi ao ar no sábado passado (22-05-2010). Em semana de Bienal do Livro de Minas, conversamos sobre alguns dos meus livros que abordam o universo da viola e dos cantadores.
A pedido do Chico, que além de amigo e parceiro é um grande músico e divulgador da cultura de raíz, toquei e cantei trechos de calangos do livro "A peleja do Violeiro Magrilim com a Formosa Princesa Jezebel". Assistam abaixo:
A pedido do Chico, que além de amigo e parceiro é um grande músico e divulgador da cultura de raíz, toquei e cantei trechos de calangos do livro "A peleja do Violeiro Magrilim com a Formosa Princesa Jezebel". Assistam abaixo:
João Valente - Assistam ao trailer em vídeo deste livro recém lançado
Estou voltando da Bienal do Livro de Minas, onde, além de palestras e apresentações, lancei meu livro novo: "João Valente",pela editora Abacatte. Uma adaptação em cordel de um conto de fadas húngaro do século 19. Uma história de magia, aventura e paixão, ricamente ilustrada pelo artista mineiro Walter Lara. Assista aqui o "trailer" que fiz em vídeo e vejam se eu não tenho motivos para estar radiante!
quinta-feira, maio 20, 2010
Feira do Livro do Colégio Miguel de Cervantes - SP




Foi com muito orgulho que participei, como autor convidado, da Feira do Livro do Colégio Miguel de Cervantes 2010. Lá, conversei com várias turmas de alunos e também com pais e mestres que lotaram o auditório da sala de música.
Falamos sobre cordel e cantamos trechos do meu livro "A lenda do violeiro invejoso" adotado pela escola.
Depois, seção de debates, autógrafos e, para encerrar com chave de ouro, pude degustar uma autêntica paella espanhola, oferecida pelo colégio aos autores e convidados. Adorei!
Foto ao alto: Fábio Sombra aprecia a deliciosa paella ao lado dos também autores Maria Camargo e Luiz Ruffato.
Fotos seguintes: Apresentação para os alunos e visitas aos estandes
quarta-feira, maio 19, 2010
Fábio Sombra retorna ao Colégio Poliedro - São José dos Campos
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Este foi o terceiro ano consecutivo em que o meu livro é adotado e serve de referência ao estudo da literatura de cordel. Vai aqui o meu abraço sincero em todos os meus leitores, aos bibliotecários do colégio, a coordenação e um parabéns pelo trabalho da professora Sandra Araújo, grande amiga e parceira nesta nossa cruzada para incentivar o prazer da leitura!
Ao lado, algumas fotos do encontro. Difícil selecionar entre tantas fantásticas! Para ler a matéria postada no blog do colégio, com uma galeria completa de fotos, clique AQUI.
domingo, maio 16, 2010
A literatura de cordel em um Torneio Internacional de Jovens Poetas.

É com grande orgulho que hoje publicamos os versos e o resultado da competição. A primeira vista os números impressionam, já que, usando tecnologias acessíveis a qualquer escola, conseguimos envolver:
- 3 países (Portugal, França e Brasil).
- 2 continentes.
- 3 escolas.
- 6 turmas.
- 125 alunos participantes.
Que produziram:
- 18 estrofes
- 108 versos
- 756 sílabas poéticas.
OS COORDENADORES
O projeto foi idealizado por Fábio Sombra, autor brasileiro de livros infanto-juvenis e pela professora portuguesa Emília Miranda, responsável pelo blog Voos em LP, hospedado pela Universidade do Minho. Emília foi também a coordenadora do trabalho realizado pelos alunos da Escola Dr. Carlos Pinto Ferreira, de Vila do Conde, Portugal.
Em seguida, passamos a contar com o entusiasmo e a dedicação de mais duas professoras: a Isabel da Costa, da Seção Portuguesa do Lycée international de Saint-Germain-en-Laye, na França e da professora Andrea Toledo, que coordenou o trabalho dos alunos da Escola Guido Marlière em Cataguases, Minas Gerais, Brasil.
O objetivo do projeto foi criar um desafio em versos rimados, no estilo das pelejas que encontramos na Literatura de Cordel. Os alunos das três escolas estavam lendo e trabalhando em sala de aula com um livro do autor Fábio Sombra: A peleja do violeiro Magrilim com a formosa princesa Jezebel e foi através desta obra que os alunos foram apresentados a um desafio em versos entre os personagens principais.
Para dar início ao torneio entre as escolas escolhemos inicialmente o meio de comunicação: a peleja seria realizada através da internet, por meio de e-mails trocados entre os participantes. A seguir definimos as regras da disputa e o formato das intervenções de cada participante: estrofes de seis versos, com sete sílabas poéticas em cada um deles. Sorteamos a ordem em que as escolas participariam e, finalmente, o tema da disputa: COMIDA. Assim, cada um dos países poderia exaltar e falar de seus pratos típicos e de suas culinárias nacionais ou regionais. Esta escolha se mostrou bastante apropriada e, como veremos a seguir, fomos brindados com uma verdadeira viagem gastronômica.
O último detalhe foram os motes, criados por Fábio Sombra, para que os alunos se guiassem na escolha das rimas e da métrica da disputa. O primeiro deles, com a rima em “ão” e o segundo com a rima em “inha”:
“Minha mesa é bem mais farta
Do que a sua, meu irmão.”
Já o mote-resposta, com rimas em "inha" foi:
Pois eu digo que sua mesa
Não é farta como a minha:
Ao longo de quase dois meses, os alunos se empenharam e os e-mails cruzaram o Oceano Atlântico com um entusiasmo nunca visto. Antes de inserirem suas estrofes no quadro oficial do torneio, os alunos enviavam seus versos ao autor Fábio Sombra, que sugeria pequenos ajustes ou tirava dúvidas sobre a métrica apropriada dos versos. Este trabalho foi muito importante para que, ao final, todas as estrofes pudessem ser cantadas com o acompanhamento de instrumentos musicais.
Fábio Sombra iniciou o torneio com duas estrofes, somente para dar aos participantes um exemplo real para que estes compusessem seus próprios versos. Notem a presença do mote em em cada uma delas:
Minha mesa é bem mais farta
Do que a sua, meu irmão:
Nela tenho carne e leite
Azeitonas, macarrão
Tenho uvas, chocolate,
E uma torta de limão.
Pois eu digo que sua mesa
Não é farta como a minha:
Pois na minha tenho doces
Ovos, queijos e galinha
Tenho sopa de legumes
Bom azeite e até sardinha.
Os alunos de Portugal dão início a peleja exaltando a rica culinária lusitana:
Minha mesa é bem mais farta
Do que a sua, meu irmão:
Tem um belo bacalhau
Cozido no caldeirão
Bem regado com azeite
E um bom vinho da região.
(turma E do 6.º ano da Escola E. B. 2, 3 Dr. Carlos Pinto Ferreira, Junqueira, Vila do Conde, 24 de Março de 2010)
Os brasileiros não deixam por menos e mencionam a diversidade da culinária de um país com dimensões continentais:
Pois eu digo que a sua mesa
Não é farta como a minha:
Da Amazônia tropical
Até o Sul da minha terrinha
A fartura é tão variada
Que você nem adivinha
(Turma do 4.º ano da Escola Guido Marlière, Cataguases, Minas Gerais, Brasil, 27 de Março de 2010)
Eis que então os alunos da França entram na disputa como representantes de um país que trata a culinária como um orgulho nacional. E começa o desfile de queijos, pães e vinhoscelebrados e conhecidos internacionalmente:
Minha mesa é bem mais farta
Do que a sua, meu irmão:
E com a nossa raclette
E uma baguete na mão
E um bom vinho de Bordéus
Ninguém passa à frente, não!
(turma do 8º ano da Secção Portuguesa do LI/França, 2 de Abril de 2010)
Os de Portugal reagem com bravura. E não se intimidam com a tradição francesa e nem com a fartura brasileira. A “francesinha” a que se referem é um suculento sanduíche, muito apreciado na região do Porto:
Pois eu digo que a sua mesa
Não é farta como a minha:
Se no Brasil há fartura
Em Portugal há canjinha
E se em França tem raclette
Nós temos a “francesinha”!
(turma E do 6.º ano da Escola E. B. 2, 3 Dr. Carlos Pinto Ferreira, Junqueira, Vila do Conde, 12 de Abril de 2010)
Chega a vez dos brasileiros, muito orgulhosos da sua tradicional feijoada, um cozido de feijões pretos, carnes e linguiças e, como não poderia faltar, a famosa cachaça (ou pinga) com limão que sempre acompanha o prato.
Minha mesa é bem mais farta
Do que a sua, meu irmão:
Aqui temos feijoada
E a pinga com limão
Com um molho de tomate
Está feito o macarrão
(Turma do 4.º ano da Escola Guido Marlière, Cataguases, Minas Gerais, Brasil, 14 de Abril de 2010)
Quando o assunto se vira para a área dos queijos, aí, realmente ninguém consegue competir com os da França. Aqui, brasileiros e portugueses abaixam a cabeça e é a França quem leva a melhor:
Pois eu digo que a sua mesa
Não é farta como a minha:
Aqui há queijo à vontade,
Roquefort na barriguinha,
Camembert, Beaufort et Bleu
Nunca sem boa pinguinha!
(Turma do 7° ano da Secção Portuguesa do Liceu Internacional, França, 16 de Abril de 2010)
Mas Portugal se recupera e reage com bravura. É difícil não ouvir falar em leitão com laranja sem que nos venha aquela aguinha à boca... E ainda mais com melão de sobremesa...
Minha mesa é bem mais farta
Do que a sua, meu irmão:
Como prato especial,
Apresentamos leitão
Com laranja acompanhado.
E por fim, um bom melão!
(turma E do 6.º ano da Escola E. B. 2, 3 Dr. Carlos Pinto Ferreira, Junqueira, Vila do Conde, 19 de Abril de 2010)
Pois eu digo que a sua mesa
Não é farta como a minha:
Temos suco de morango
E no prato uma coxinha
Pra fartura ser completa
Nós tomamos uma sopinha
(Turma do 4.º ano da Escola Guido Marlière, Cataguases, Minas Gerais, Brasil, 21 de Abril de 2010)
Escargots, patês, pernas de rã e champagne... Em matéria de refinamento esses franceses são mesmo insuperáveis... Vejam só o que trouxeram para a nossa peleja:
Minha mesa é bem mais farta
Do que a sua, meu irmão:
Temos muitos caracóis
O foie gras é bom no pão
Com boas pernas de rã
E com Champanhe na mão!
(Turma do 4.º ano da Secção Portuguesa do Liceu Internacional, França, 5 de Maio de 2010)
Pois eu digo que a sua mesa
Não é farta como a minha:
Tem aí a “rojoada”
Com os grelos da hortinha.
Mas que bela refeição
Preparada na cozinha!
(turma E do 6.º ano da Escola E. B. 2, 3 Dr. Carlos Pinto Ferreira, Junqueira, Vila do Conde, 7 de Maio de 2010)
Os brasileiros de Cataguases, Minas Gerais, exaltam sua rica culinária regional. O frango com quiabo é uma das marcas registradas desta parte do Brasil e o angu (polenta) traz o milho até a mesa dos mineiros. Claro que não poderia faltar o tradicional doce de goiaba com queijo, sobremesa também chamada de “Romeu e Julieta”:
Minha mesa é bem mais farta
Do que a sua, meu irmão:
Temos frango com quiabo,
Com gostoso angu e feijão
Goiabada com um bom queijo,
É douçura de montão!
(Turma do 4.º ano da Escola Guido Marlière, Cataguases, Minas Gerais, Brasil, 10 de Maio de 2010)
Pois eu digo que a sua mesa
Não é farta como a minha:
Os do 6° a ganhar
Com cordon bleu na boquinha
O macarron vem depois
Duma quiche redondinha
(Turma do 6.º ano da Secção Portuguesa do Liceu Internacional, França, 12 de Maio de 2010)
Amigos, foi difícil escolher o vencedor. O torneio foi muito equilibrado e, mais do que uma disputa, fizemos um passeio gastronômico por três países de ricas tradições culinárias. E, o mais bonito, fizemos isto em forma de versos, numa tradição que veio da Europa, chegou ao Brasil e agora retorna ao velho continente. Vamos, pois, ouvir os versos de despedida do violeiro Fábio Sombra:
Fábio Sombra vai falar:
Quero agradecer a todos
Por este espetacular
Duelo cantado em rimas
Que ao final vemos chegar.
Três países competindo
Brasil, França e Portugal
Três países e uma língua
Num torneio original
De uma tradição antiga
E de origem medieval.
O assunto era comida,
Alimentos, comilança,
Iguarias portuguesas
Competindo com as de França
E com pratos brasileiros
Se juntando a esta dança.
Vencedores não tivemos
Pois todos merecem a glória
Três países de poetas
Igualados na vitória
Unidos pela poesia
Trovando e fazendo história!
terça-feira, março 16, 2010
A peleja do violeiro Magrilim. Cordel brasileiro para estudantes na França!
Em um projeto super criativo de leitura participativa a distância, alunos do Lycée International em Saint-Germain-en-Laye, na França estão lendo e trabalhando com... Literatura de Cordel!
Isso mesmo: estes jovens tem aulas na Seção de Língua portuguesa da escola e são alunos da professora Isabel da Costa. Neste semestre, foram apresentados ao meu livro "A Peleja do violeiro Magrilim com a formosa princesa Jezebel", uma história narrada em versos de cordel e repleta de desafios de versos e viola. A partir do texto, a turma já começou a produzir trabalhos elaboradíssimos. O primeiro é uma análise sobre os personagens principais da história.
O segundo trabalho, batizado como de "Alargamento Vocabular" lida com um aspecto dos mais interessantes: como fazer a ponte entre a diversidade cultural e os vocábulos regionais entre diferentes países que falam a língua portuguesa?
Pois eles lançaram-se ao desafio. Em primeiro lugar pesquisaram em dicionários todas as palavras que não conseguiram captar à primeira leitura.
A seguir, buscaram na internet e obtiveram informações sobre termos e palavras que aparecem na narrativa. Reuniram descrições e fotos de animais citados no texto ( cotia, saracura...), seres do folclore brasileiro (sacis) e diversas expressões do falar brasileiro.
Por fim, por e-mail, a professora Isabel me enviou um resumo das dúvidas que ainda persistiam e eu as respondi. O trabalho foi organizado em uma bonita apresentação multimídia e postado no blog do projeto, que é hospedado pela Universidade do Minho, em Portugal: www.nonio.uminho.pt/vooslp ou veja abaixo, aqui mesmo no blog.
O êxito do projeto e o entusiasmo com que o livro foi recebido demonstra a força e a versatilidade da literatura de cordel, que séculos atrás chegou ao Brasil trazido em caravelas e hoje retorna à Europa em tecnologias digitais e tecnologias elaboradas, mas, sobretudo, conservando o encanto e o prazer da boa leitura.
Abaixo, reproduzo os dois trabalhos, o de caracterização dos personagens" e o de alargamento vocabular. Vejam o que uma professora criativa e uma turma dedicada e interessada podem realizar.
Parabéns, professora Isabel, parabéns alunos do Lycée International!


Isso mesmo: estes jovens tem aulas na Seção de Língua portuguesa da escola e são alunos da professora Isabel da Costa. Neste semestre, foram apresentados ao meu livro "A Peleja do violeiro Magrilim com a formosa princesa Jezebel", uma história narrada em versos de cordel e repleta de desafios de versos e viola. A partir do texto, a turma já começou a produzir trabalhos elaboradíssimos. O primeiro é uma análise sobre os personagens principais da história.
O segundo trabalho, batizado como de "Alargamento Vocabular" lida com um aspecto dos mais interessantes: como fazer a ponte entre a diversidade cultural e os vocábulos regionais entre diferentes países que falam a língua portuguesa?
Pois eles lançaram-se ao desafio. Em primeiro lugar pesquisaram em dicionários todas as palavras que não conseguiram captar à primeira leitura.
A seguir, buscaram na internet e obtiveram informações sobre termos e palavras que aparecem na narrativa. Reuniram descrições e fotos de animais citados no texto ( cotia, saracura...), seres do folclore brasileiro (sacis) e diversas expressões do falar brasileiro.
Por fim, por e-mail, a professora Isabel me enviou um resumo das dúvidas que ainda persistiam e eu as respondi. O trabalho foi organizado em uma bonita apresentação multimídia e postado no blog do projeto, que é hospedado pela Universidade do Minho, em Portugal: www.nonio.uminho.pt/vooslp ou veja abaixo, aqui mesmo no blog.
O êxito do projeto e o entusiasmo com que o livro foi recebido demonstra a força e a versatilidade da literatura de cordel, que séculos atrás chegou ao Brasil trazido em caravelas e hoje retorna à Europa em tecnologias digitais e tecnologias elaboradas, mas, sobretudo, conservando o encanto e o prazer da boa leitura.
Abaixo, reproduzo os dois trabalhos, o de caracterização dos personagens" e o de alargamento vocabular. Vejam o que uma professora criativa e uma turma dedicada e interessada podem realizar.
Parabéns, professora Isabel, parabéns alunos do Lycée International!

Alargamento Vocabular
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Caraterização de 3 protagonistas
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